[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6365″ img_size=”full”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Neste Segundo Artigo de 2017, vou abordar um tema que ultimamente tem sido foco de discussão em quase todas empresas. Coworking ou Co-working (as 2 versões de escrita já são aceitas)!!!! Até onde essa nova modalidade de trabalho veio pra ficar e como entender se ela serve pra você e sua empresa.

Primeiro, discutiremos como nasceu essa modalidade de trabalho. No fim dos anos 80, a preocupação das empresas nem era para otimizarem espaços e sim fazer com que funcionários da mesma empresa trabalhassem de maneira mais próxima. Com a advenção dos cubicals ou escritórios em formato de cubo fechado ou baia no Brasil, as empresas tinham que lidar com uma situação onde cada funcionário do escritório tinha seu próprio pequeno reino, decorado com fotos até o teto e geralmente não passando nenhuma imagem corporativa. (Quem não lembra de vários filmes americanos com funcionários que eram esquecidos nas baias e a empresa não lembravam que eles existiam?. Aqueles que sentirem nostalgia, recomendo jogar o jogo em realidade virtual the job simulator, para o console da sony)

Uma maneira interessante de endereçar o problema era através da criação de espaços abertos compartilhados (Vide livros brasileiros como Virando a própria mesa de Ricardo Semler). Com isso, funcionários das mesmas áreas já não tinham sua baia específica e eram obrigados a conviver entre si. Em um mundo ainda não digital, essa interação trouxe benefícios enormes para as empresas. Porém nem sempre funcionou para todas as áreas de uma empresa, que se recusavam ou não havia sentido em compartilhar a mesma área com outras.

Com a digitalização do mundo nos anos 90, os espaços em open ganharam muita força já que não era necessário mais juntar papel ou mesmo a quantidade de aparatos para uma so pessoa, e cada vez mais as empresas migravam para um modelo desse. Ainda não era comum compartilhar espaçoes em mais de uma empresa.

No final dos 90, a tendência de compartilhar espaços cresceu com muita força, e começou a se expandir a idéia de compartilhar entre diferentes empresas, sendo uma delas grande com espaço sobrando visando otimizar e contratar pequenas empresas, em geral seus fornecedores e parceiros.

A idéia se espalhou e pequenas casas de coworking começaram a aparecer, inicialmente focados em transformar casas em laboratórios para pequenas empresas, mas que ao longo dos anos 2000 foi cada vez mais se tornando uma alterativa aos espaços convencionais de trabalho.

Em vias de regra, o funcionamento é simples: Várias empresas coexistem no mesmo espaço, compartilhando mesas, internet, impressoras, salas de reunião, estacionamento, copa, etc. Nos pequenos espaços de co-working, todas as despesas são apuradas e dividas pela quantidade de usuários de cada empresa. Uma forma justa porém que leva questionamentos ao uso excessivo de uma só empresa ou um só usuário.

Nas empresas que vendem o coworking como produto, geralmente o valor é por pessoa, sendo cobradas despesas extras conforme consumidas. Geralmente é a modalidade preferida das empresas, pois tem mais previsibilidade de custos do que no modelo de rateio de custos.

Existem grandes players no mercado quando o assunto é co-working. Existe até uma associação brasileira dos espaços de co-working do Brasil. Aqui na Regus, temos o co-working como um dos produtos. O Motivo pelo qual o co-working é um dos produtos e não somente o carro chefe é simples e será atendido no próximo tópico abaixo.

Para quem serve o co-working:

Antes de alugar um espaço em uma empresa de co-working, você ou sua empresas precisam primeiro entender sua demanda. Responda as seguintes perguntas:

Se você respondeu SIM a quaquer pergunta acima, a opção de co-working deve ser estudada com mais calma. Antes que frenéticos me critiquem, não estou generalizando, porém o co-working tem suas desvantagens.

Em pesquisa recente (2016) realizada pela Regus em vários países, alguns dados interessantes sobre co-working foram levantados:

Isso é uma verdade, porém somente nas grandes empresas de co-working. Nas pequenas localidades de co-working, o numero de empresas é limitado pela quantidade de estações de trabalho disponíveis.

Porém, o que a pesquisa mostra, é que existe um grande entusiasmo com o tema co-working, mas na prática, o ambiente de co-working não atende todas as áreas de uma empresa. Imaginem funcionários de RH discutindo salários de funcionários em um ambiente compartilhado com outras empresas, o mesmo para funcionários estratégicos de finanças ou mesmo jurídico. Existe pouca viabilidade nessas funções para o Co-working.

                Requisitos específicos de infraestrutura de TI ou telecomunicações podem não ser atendidos, já que o espaço é compartilhado com empresas que não necessariamente tem a mesma demanda que a sua, como certificação, IP Privado, Ethernet de alta velocidade dedicada, VPN, etc.  Isso inviabiliza muitas vezes os espaços de co-working para funcionários com essas exigências de TI.  Uma saída é mater sua tecnologia na nuvem de maneira a depender menos fisicamente de estrutura robusta local de TI.

                Controle de acesso de visitantes pode ser feito, porém sempre haverão outras empresas no ambiente, o que pode gerar um conflito. Por exemplo, já tive relatos de clientes incomodados com seu concorrente no mesmo ambiente, porém o concorrente era cliente de uma empresa que estava no mesmo co-working. Imagina se você tem alguém de criação de produto, trabalhando em um projeto confidencial mas em meio a diversas empresas? A Segmentação ou compartimentalização de informações fica mais complexa.

                Geralmente os espaços de co-working também oferecem salas de escritório para um futuro upgrade de seus usuários, já que é natural a evolução do co-working para outro produto, seja porque a empresa cresceu e já tem um tamanho para ter uma área própria dedicada, seja porque os projetos tomaram importância e confidencialidade que exige uma área distinta. Também muitas empresas buscam uma imagem mais corporativa para seu negócio, e seus clientes podem ver o co-working de maneira diferente.

                Espero que este post ajude um pouco a decidir sobre os espaços de co-working. Sempre lembrando que além de co-working, existem várias outras opções de espaços compartilhados. Vide outro post sobre espaços flexíveis aqui:

https://www.linkedin.com/pulse/como-reduzir-custos-de-escrit%C3%B3rios-tradicionais-com-flex%C3%ADveis-alves?trk=pulse_spock-articles

  Aqui na Regus, ajudamos nossos clientes a economizarem e ainda sim trabalharem em um ambiente de alto padrão corporativo em mais de 55 localidades no Brasil e 3000 em todo o mundo, disponibilizando escritórios, campus, co-working, escritórios virtuais e muito mais. mais informações em www.regus.com.br.

Tiago Angelo Alves, ocupa a posição de Chief Operating Officer (COO) da Regus paratoda América Latina e CEO da Regus do Brasil Ltda.. Tiago é graduado em Engenharia de Produção e possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), além de outras especializações no contexto do Corporate Real Estate & Serviços);

 

Fonte: Tiago Alves[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]